O Youtube revelou na última quarta-feira (12) uma nova atualização para combater “assédio” e “discursos de ódio”. De acordo com a companhia, qualquer material que a empresa acreditar “insultar ou desrespeitar maliciosamente outras pessoas por causa de sua raça, gênero ou orientação sexual” vai ser removido. O YouTube ainda vai proibir “veladas ou implícitas” e “linguagem que sugira violência física”.

A medida vem seis meses após muita pressão contra a rede social ao “tolerar” vídeos de Steven Crowder, um influenciador digital de direita, que, segundo denunciantes, usava linguagem “racista e homofóbica” contra um jornalista. Mas a nova medida deve atender tal demanda contra “discursos de ódio”.

Para lidar com isso, a plataforma vai utilizar inteligência artificial e milhares de moderadores que serão contratados para assistir aos vídeos em busca de conteúdo problemático.

A política agora proíbe insultos com base em raça, gênero ou orientação sexual, e nesse caso, a política se aplica a todos os indivíduos, sejam eles criadores de conteúdo ou não, e mesmo que sejam figuras públicas, onde as redes sociais historicamente têm tolerado discursos muito mais “ofensivos”. 

A nova regulamentação se aplica também à seção dos comentários. Segundo a plataforma, só no terceiro trimestre de 2019 retirou 16 milhões de comentários avaliados como assédio. Espera-se que com o vigor das novas normas, esta cifra é ainda maior.

Agências/GoogleBlog