Sabemos como o assunto de microtransações gera debates calorosos na internet. Tem quem defenda, tem quem seja neutro e tem quem odeie. Recentemente o tema voltou com força, especialmente porque os últimos games AAA têm as microtransações, além caixas de loot, como no caso de Star Wars: Battlefront II (que fez a EA perder US$ 3 bilhões em valor de mercado), e outros mecanismos como cartas e afins para poder progredir nos games, especialmente em modos online.

Para acalorar ainda mais a discussão, um usuário do Reddit deu um testemunho a respeito das microtransações e itens pagos nos jogos aos usuários do site, alertando sobre como isso pode virar um vício e que os produtores deveriam ficar mais alertas a isso… “Kensgold”, de 19 anos, contou ainda que já gastou mais de US$ 10 mil nesses sistemas e já se considera um viciado em jogos de azar. Confira mais a seguir!

Polêmica com Microtransações voltou com sistema de progressão online de Star Wars: Battlefront II, que já foi considerado jogo de azar na alguns países europeus.

“A principal razão para eu fazer minha postagem não foi para criticar a EA ou qualquer companhia que faça isso, mas para compartilhar minha história e para mostrar que essas transações não são tão inocentes quanto parecem. Elas podem levar você a um caminho ruim”, disse.

Games como Overwatch, sucesso entre os jogadores de FPS, conta com sistema de microtransações

Ele ainda contou em entrevista ao site Kotaku, que não divulgou o seu nome real, que, em três anos, gastou algo em torno de US$ 13.500 com Counter-Strike: Global Offensive, Smite e The Hobbit: Kingdoms of Middle-earth. Seu vício, contou na entrevista, começou quando tinha 13 anos. Com isso, ele revelou que buscou ajuda profissional. “Eu tive que criar coragem para pedir ajuda. Para conseguir um terapeuta que dissesse para mim ‘isso é o que você está fazendo, é dessa forma como você pode se ajudar, aqui estão as ferramentas que você precisa’”, revelou.

Kensgold evita jogar games que tenham microtransações. “Durante um tempo, é difícil dizer a seus amigos que você não pode jogar com eles por causa da maneira como o jogo é implementado”, relatou.

“Eu fui sortudo. Outros que nem eu não vão ser. Eles vão falhar na escola. Eles vão usar o cartão de crédito de seus pais, acumulando juros enormes. Eles não vão ter uma mãe/contador que vão ajudá-los a gerenciar seu dinheiro caso eles se recuperem. Então, por favor, usem alguns momentos para refletir sobre a minha história”.

E você, caro leitor, acha que os sistemas de progressão online e microtransações são um retrocesso ou são opções à parte? Comente!

Agências/Voxel/Kotaku/Ethan Gach/Reddit/Kensgold

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