O diretor Iino Shinya falou sobre a pesquisa que sua equipe criativa fez para criar o mundo do anime que é febre mundial

Via Agências

Desde a arte deslumbrante, à música inventiva, aos desenhos detalhados e amorosamente trabalhados dos personagens, todos os aspectos de Dr. STONE estão brilhando com a quantidade de amor e cuidado que lhes são colocados. Nossa equipe de produção teve a incrível oportunidade de filmar um documentário sobre os bastidores da produção do anime (que está disponível na Crunchyroll).Temos o orgulho de apresentar uma entrevista com Iino Shinya, o diretor da série, usada no documentário. A versão da entrevista abaixo é completamente sem cortes. 

Poderia se apresentar, por favor?

Olá, me chamo Iino Shinya. Sou o diretor do Dr. STONE.

O que faz um diretor de anime? Que tipo de trabalho é?

Bom, deixe-me pensar um pouco… O que implica o trabalho… Bom, há várias seções de trabalho em um anime, tipo quem desenha… Há o pessoal que trabalha na gravação de vozes e dos efeitos sonoros, a produção de som, os desenhos feitos pelos animadores, depois tem a arte de fundo… Temos vários setores trabalhando em diferentes partes do anime. Dizer que eu “checo” tudo pode parecer meio imprudente, mas é basicamente o que eu faço.

Se voltarmos um pouco, há também o roteiro. Basicamente, há um monte de coisas diferentes envolvidas na produção de um anime, e eu basicamente verifico tudo e me certifico de que as coisas estão sendo corretamente montadas.

Já dirigiu outros animes antes?

Não, essa é minha primeira vez.

Poderia me dizer como é ser um diretor de primeira viagem, principalmente numa série tão grande?

Bom, colocando de lado o fato de ser minha primeira vez, estou muito feliz por esta oportunidade. Dr. STONE é um anime muito popular, além de ser publicado numa das maiores revistas de mangá do Japão, a Shonen JumpDr. STONE é uma série divertida e muito envolvente.

Agora, quanto à minha primeira direção, de fato, é uma série muito popular, então certamente sinto um pouco a pressão.
O mangá é muito divertido e interessante, então eu preciso ter certeza de que o anime será tanto quanto. Não posso fazer menos que isso. Tenho que torná-lo ainda mais interessante. Mas isso também vem junto com um pouco de pressão. Sem pressão.


O que estava fazendo antes de Dr. STONE?


Antes disso… Bom, falando de grandes séries, fui diretor-assistente de Made in Abyss. Isso foi há uns dois anos.

Essa foi também uma experiência de primeira vez para você? Há quanto tempo trabalhas com anime?


Foi minha primeira vez como diretor-assistente também… Bem… Vejamos… Há quanto tempo estou trabalhando com anime? Há um trabalho chamado “assistente de produção”, que é um trabalho separado da “direção”… Esse foi meu primeiro trabalho nessa indústria. Já se passaram nove anos desde então? Já faz cerca de oito ou nove anos desde que entrei para a indústria de animes. Eu fui diretor-assistente para Made in Abyss cerca de seis anos depois de começar na área. Já faz cerca de cinco ou seis anos que comecei a trabalhar como diretor de episódios.

Tsukasa

Você sempre quis trabalhar com anime?


Sim. Eu gosto de animação desde que era um estudante, e eu queria me tornar um diretor, então depois de me formar na faculdade, entrei para a indústria do anime e foi assim que cheguei onde estou hoje.

O que fez você querer entrar nisso?


O motivo… Não sei direito… Sempre fui fascinado com o aspecto dos bastidores dos filmes. Sempre gostei de ver como eram feitos. Admirava as pessoas que faziam essas coisas. Tenho interesse nisso desde a escola primária ou secundária. E o motivo que eventualmente me levou à animação… Bom, não tem nenhum anime específico, mas fiquei interessado nos animadores. Tipo, em um episódio de 30 minutos, há várias pessoas trabalhando nele. Tem uma pessoa por cena específica. Quando comecei a ver o que cada um se destaca como animador e a suas singularidades, achei isso muito interessante. Quando você está assistindo a um anime, todos os desenhos e animações devem parecer uniformes. Mas quando você presta mais atenção, você vê as particularidades de cada animador. Gosto muito dessa parte do trabalho.


Como você se envolveu com Dr. STONE?


Foi devido a um dos produtores da TMS Entertainment que veio falar comigo.. Eu comecei a ler o mangá depois que o projeto foi oferecido para mim. Um de meus amigos, por acaso, estava lendo Dr. STONE e me falou que era muito legal.

Provavelmente, a essa altura, você gosta bastante do mangá.


Sim, gosto. Nesse caso, é verdade que comecei a ler por causa do trabalho, mas é bom, muito bom mesmo. Foi o meu primeiro pensamento.

Tem algum aspecto específico do mangá que você curte?


Acho que o que mais me interessou em Dr. STONE foi o tema. O tema lida fortemente com a
e que não é algo que comum de se ver em mangás shonen. Normalmente, mangás shonen são mais “chamativos”. Costuma ser cheio de ação, ninjas, samurais, ou piratas (como em One Piece)… Não houve muitas séries com ciência como tema, principalmente na Jump. Foi retratado de uma forma bem atraente para mim. Talvez se fosse algo mais “típico”, eu não teria ficado interessado. À primeira vista, pode parecer monótono, mas tem algo que faz muita gente curtir… Esse foi o maior apelo para mim.

A love spanning thousands of years

Quais foram alguns dos desafios de adaptar o mangá em anime?


Acho que isto vale para qualquer série que lida com fantasia, mas Dr. STONE se passa no Japão, 3700 anos no futuro. Nesse caso, como as paisagens? Como estariam as cidades? Acho que foi a primeira coisa em que pensei.


Como superou esse desafio?


Bom, em primeiro lugar, o mangaká, Boichi, faz desenhos muito detalhados. Dá para ver que ele gosta muito de desenhar estas belas paisagens naturais. Há vários locais que você tira de lá, mas também há partes  que você não vê, então tivemos que ajudar a expandir essas partes e preenchê-las.

Você trabalha junto com o autor?


Bem, na verdade… Nunca o conheci pessoalmente. Principalmente porque ele é uma pessoa muito ocupada. Então ainda não o conheci. Mas o Boichi já me enviou várias coisas que ele usou quando estava desenhando o mangá. E nesses papéis que ele me enviou, há esboços de várias coisas… Há desenhos de pessoas tipo primitivas… Então ele tem fotos que usou como referência para desenhá-las. E o Boichi certifica-se de desenhar no mangá após checar várias referências reais.

Ao olhar para os desenhos dele, sempre pude encontrar a referência ou fonte dos desenhos. Isso foi extremamente útil. Não o encontrei pessoalmente, mas devido a essas coisas que ele me mandou, conseguimos nos comunicar e trocar ideias. 


E sobre trabalhar com o escritor do mangá? Como tem sido?

Ah, quanto ao Inagaki… Eu vejo ele com bastante frequência. Muito. Não toda semana, mas ele checa todos os roteiros. Ele vem para as leituras, bem como algumas sessões de dublagem. Por isso, nos comunicamos bastante.


Ouvi dizer que o escritor do mangá não quis dizer para você o que vai acontecer mais tarde na história. Isso é verdade? Se sim, como é isso, para você, como diretor?


Isso é absolutamente verdade. Na verdade, é incrível. Talvez por ser uma série semanal, não sei, ou apenas porque é Dr. STONE, mas nunca sabemos o que vai rolar depois. Até parece que o Inagaki ainda não sabe… Ou nem pensou nisso. Mesmo agora, eu basicamente leio a Shonen Jump todas semanas, e sempre fico surpreso, tipo… “Então é isso que aconteceu!”

Yuzuriha

Você não tem sequer uma prévia? Você tem que ir à banca comprar a revista?

Sim, isso mesmo. Eu sou um leitor normal, basicamente. Se eu tenho alguma vantagem, é que eu posso ser capaz de descobrir o que acontece um capítulo à frente do manuscrito original.

Obrigado por todo trabalho árduo que está fazendo.


Bem, neste momento, há muito mais capítulos. Mas logo que começamos a produzir o anime, ainda não havia capítulos suficientes no mangá para fazermos um anime de 24 episódios. Não havia muita coisa. Talvez tivesse uns 18 ou 19 na época. Por isso, tivemos de esperar que a história avançasse mais para ver onde podíamos acabar. Então, basicamente, depois que começamos a produzir o anime, tivemos que decidir onde ele acabaria.


O que torna Dr. STONE diferente dos outros animes por aí?


Isso não serve apenas para o anime, mas como a história original… Mas a diferença de Dr. STONE para outros animes, e novamente, isso serve para a história original também, é que a história progride muito rápido. Acho que isso é único nesta série. Como falei antes, quando o capítulo que planejávamos terminar o anime ainda não havia sido lançado, estávamos tentando pensar em como moldar os episódios… Quando você está lendo o mangá original todas as semanas, há algo que o surpreende a cada semana. Queria que os nossos telespectadores também sentissem isso. Então eu queria ver quanto da história original nós poderíamos colocar em cada episódio para satisfazer os telespectadores. Discuti isso com nossa equipe, e foi assim que o anime tomou forma. A princípio, eu não conseguia visualizar o fim, e isso era assustador, mas me foquei em tornar todo episódio divertido. Eu acho que fui capaz de fazer este anime porque estava confiante sobre isso.

Por que é importante para você ter esse tipo de detalhes?


Isso pode ser até algo que sou meio chatinho… Então, quanto a arte… Esta é uma história de fantasia que se passa 3700 anos no futuro. Mas ainda assim, a história se passa no Japão. Ela é ambientada no planeta Terra, então eu queria coisas que os personagens tocaram e interagiram em suas vidas diárias, para que fosse realista. Não queria que essas coisas parecessem falsas. Queria que os espectadores pudessem reconhecer estas coisas. Há esse aspecto. Mas… Pensei que os personagens que vivem 3700 anos no futuro também pareceriam mais realistas dessa forma.


Você também fez o sopro em vidro?


Esse foi o único evento que eu fui. Quando eles foram pra esse negócio, eu estava por trás dos manuscritos para o episódio 1, então me disseram que não poderia ir.

Fox Tail Ramen

Você teve que fazer outros experimentos?


Teve algum… Teve? Não. Mas tem o ramen de painço… Eles fizeram ramen com painços. O autor me fez um, me enviou fotos e instruções de como fazê-lo.


Vocês planejaram fazer o ramen juntos?


Acho que alguém pensou nisso…


Olhando para fotos da Estação Espacial Internacional. Poderia nos dizer do que se tratava essa reunião?

Então a reunião que tivemos antes foi para cenário de arte. Estávamos desenhando a arte-fonte que usaríamos como arte de fundo. Quanto à Estação Espacial… O pai do Senku aparece no meio da história, e precisávamos dela para isso. A Estação Espacial existe na vida real, então estávamos olhando como desenhá-la e vimos como, exatamente, ela é construída. Pesquisamos isso por um tempão. Então decidimos que partes usaríamos em cena e enviamos essas informações para as pessoas que desenhariam essas cenas, e eu fui checar.


Quem eram as outras pessoas na reunião?


A pessoa ao meu lado era o diretor-assistente, Kawajiri. De resto, tínhamos a equipe de produção, como o produtor Katagiri, além do produtor principal, Horino, além de Tsutsui, que é responsável pelo planejamento de planos de fundo e personagens. Um, dois, três, quatro, cinco… seis. E também tem Aoki, que cuida dos planos de fundo. Nós basicamente temos reuniões dessas seis pessoas toda hora.


Poderia nos falar de como é um dia de trabalho seu?


Bom, quanto ao trabalho que eu faço especificamente, como diretor, eu checo os layouts que os animadores desenham… Então temos desenhos que os vários diretores de episódios verificaram e eu vou verificar novamente. Eu me certifico de que não há problemas. E depois verifico todos os layouts.

Hoje, por exemplo, primeiro, eu estava verificando os layouts que alguns animadores me trouxeram… Eles já foram verificados pelos diretores dos episódios, mas eu sempre dou uma olhadinha também. Para me certificar de que não há problemas. Faço isso nos episódios que estamos trabalhando. E então, depois, temos uma reunião de roteiro, onde vamos lê-lo. E depois… Além disso, dou uma checada neles…

Electricity

Você fica ansioso por essas reuniões de roteiros?


Se eu fico? Sim. Bem, no início, eu ficava muito nervoso com essas reuniões. Sou um diretor de primeira viagem, então tinha que trabalhar ainda mais. Então eu sempre ficava anotando o que falavam. Mas agora, já se passou um ano, e já estou bem próximo da equipe que participa dessas reuniões, então consigo relaxar perto deles.


Você escreve um guia para essas suas reuniões de roteiro?


Sim… Escrevo algumas coisas que quero falar nas reuniões.

Há alguma coisa que queira compartilhar com os fãs de Dr. STONE, ou algo que quer que as pessoas vejam?


Bem, vejamos… O que devo dizer? Para os fãs do mangá de Dr. STONE… Em primeiro lugar, a equipe que está envolvida em fazer Dr. STONE é toda composta por fãs do mangá. Estamos produzindo o anime, mas somos fãs também. Então queremos ajudar a transmitir o quão incrível a série é para todos, e espero que as pessoas vejam isso. Além disso, não acho que Dr. STONE é tão popular ainda… A história gira em torno do tema da ciência, e eu acho que podemos popularizar esse tema. Acho que a popularidade de Dr. STONE está apenas começando, e vai crescer bastante. Então espero que o anime ajude bastante nisso.

Há alguma coisa que gostaria de partilhar com o elenco dublador de língua inglesa?


Presumo que vão combinar com os dubladores japoneses. Uma das coisas mais atraentes sobre Dr. STONE… Eu diria que, pelo menos, 50%, é o personagem Senku, que é único. E a pessoa que o interpreta na versão japonesa é o Kobayashi Yusuke, que é incrível. Ele foi pessoalmente escolhido pelo autor do mangá, e ele é capaz de retratar o Senku de uma forma muito interessante… Quando vou assistir às sessões de dublagem semanais, adoro ouvir ele dublando suas falas… Então espero que o dublador de língua inglesa seja capaz de fazer a mesma coisa que o Kobayashii faz em japonês.


Eu também. Isso parece legal.


Como você descreveria Dr. STONE para alguém que nunca ouviu falar a respeito?


Bem, vejamos… Eu acho… Se é alguém que nunca ouviu falar da série, acho que pode ser meio complicadinho. Acho que as pessoas podem pensar que é uma história séria demais… Mas o cenário é uma história de fantasia de ficção científica… E tem ciência envolvida. Quando se ouve “ciência”, é possível que a pessoa tenha uma reação adversa, como quando se estava na escola. Eu acho que o tema pode se aceitar no início, mas uma vez que os telespectadores veem o que está dentro, eles devem perceber que não precisam saber sobre ciência para apreciá-la.

E também vão perceber… que não é uma história muito séria. Há muitas piadas e grandes interações de personagens. Espero que os telespectadores se liguem mais nisso quando assistirem à série.

SCIENCE

O que Dr. STONE significa para você a nível emocional?


O que eu pessoalmente sinto sobre isso? Bem, vejamos… Eu sei. Para mim, pessoalmente, não sou muito emotivo. Já deve perceber isso, da minha maneira calma de falar. Mas quando estávamos em conversas sobre animar Dr. STONE, comecei a rabiscar a cara do Senku, e pensar nas suas várias expressões. E passando pelas expressões habituais, mas havia mais de três vezes mais expressões no mangá… Então, para acompanhar esse tipo de paixão, eu pensei que tinha que ficar bastante agitado, também. Então… Não acho que dá para ver por fora, mas é difícil igualar a emoção e expressividade do Senku e dos outros… Tipo quando seus rostos mudam do nada… A fim de manter isso bom, eu tentei ampliar meus próprios limites e me divirto muito fazendo tais expressões.


Você prefere fazer as coisas digitalmente?


Para Dr. STONE, eu prefiro fazer algumas coisas digitalmente. Meus interesses estão definitivamente envolvidos nisso.

Por que você prefere digital?


Vejamos… Quando você é um diretor trabalhando em uma série que tá tantos documentos e coisas… Há muita pesquisa a ser feita. Se fosse tudo em papel, eu perderia de vista. Mas com isso, posso manter tudo organizado.

Kid Senku

Pode nos falar sobre o trabalho com Katagiri-san?


Dr. STONE é nosso primeiro projeto juntos. Me pergunto como me senti sobre ele no início, no entanto… Mas nós estamos trabalhando juntos em Dr. STONE há mais de um ano, e agora já fazemos até coisas juntos. Já não me sinto nervoso ao redor dele. Mas no início, eu ficava. Agora não mais. Tinha até me esquecido disso…


O que você mais gosta nele? Ele é um bom chefe, como parece?


O que eu mais gosto nele? Vejamos… O Katagiri… Teve uma época em que fiquei preso nos roteiros… Fiquei preso em como terminaria o episódio 1… Então perguntei ao Katagiri sobre o que ele pensava… E ele só me disse “Claro, por que você não tenta?” Ele foi bem tranquilão com isso. Queria poder falar mais sobre isso… Mas senti como se um peso tivesse saído dos meus ombros, então me senti melhor em apenas tentar. Eu acho que ele é incrível.


Isso é demais!


Vão ter 24 episódios nessa temporada, certo?


Sim, 24.


Você trabalha nisso há mais de um ano, então ainda vai durar um tempinho… Como planeja comemorar quando terminar a primeira temporada?


Comemorar? Bom, quero viajar para algum lugar. Há uma área de águas termais em um lugar chamado Hakone que aparece em Dr. STONE. Eu deveria ter ido a Hakone antes de Dr. STONE, mas fiquei tão ocupado que acabei nem podendo ir… Então, depois dos 24 episódios, será inverno, e eu gostaria de tomar um banho ao ar livre, para curtir o frio.


Quanto ao time que trabalha com você fora do escritório, poderia me dizer mais sobre seu relacionamento com a designer de personagens?


Bem, o designer de personagens não vem ao escritório para trabalhar. Nós temos algumas reuniões quando ela termina alguns projetos. Basicamente, é tudo o que fazemos pessoalmente. Mas nós conversamos um pouco antes de ela começar a fazer o design de personagens nesse projeto. Nós compartilhávamos ideias, basicamente… Como eu diria isso em termos mais simples? Bem, para mim… No início, ficava em perguntando se eu deveria dizer mais coisas a ela… mas a Iwasa conhece bastante da série, então geralmente tudo que ela traz está certinho. Eu posso dizer que sempre está muito atenta sobre a série com o que ela vai entregar. Acho que a Iwasa sempre foi assim, em todos projetos que ela trabalha. Ela é muito séria e diligente quanto ao seu trabalho, e eu respeito muito isso. Acho que é basicamente assim que nossa relação é.

the science kingdom

Tem muita gente que fala bastante sobre animes na internet.


Há alguma coisa que queira que as pessoas saibam sobre como é ser um diretor de anime? Parece que as pessoas esquecem fácil que quem produz animes são humanos…


Bom, essa é minha política pessoal, mas vale para todos projetos que já estive envolvido até agora. Primeiro, acho que é importante adorar a série em que se trabalha. Quero ter a certeza de que sou capaz de mostrar o que há de melhor na série. em questão. Esta série já tem sua própria história original. Não sou eu que escrevo. É do criador original. O meu trabalho é chegar o mais perto possível disso. Isso é o que significa ser diretor de anime de uma história já existente. O quão perto será que sou capaz de chegar do que o criador estava pensando? Tento chegar o mais perto possível. Primeiro, tenho que me apaixonar pela história original. A personalidade do Inagaki realmente se mostra.


O Inagaki é bem parecido com o Senku, como Ginro… Dá para ver que ele fez esta série. Por isso, admiro ele. E acabei me apaixonando por Dr. STONE sem nem precisar tentar. Acho que é importante ver o quanto pode se apaixonar por uma série. Ah, e quanto ao Boichi… Novamente, nunca me encontrei com ele pessoalmente, mas a paixão que ele coloca em seus desenhos faz com que seja fácil continuar lendo o mangá sem parar. E quanto mais você lê o mangá, mais fica “Opa! Estão usando essa parte aqui!” ou “Estão usando esses materiais aqui”. Ele é fantástico com isso. As roupas dos personagens até mudam ligeiramente. Acho que esses detalhes são fáceis de se perder se você não ama a série. É por isso que tento me apaixonar pela série.


Como diretor, como você pega uma série 2D e constrói um mundo 3D dela?


Acho que essa é uma das coisas mais difícil de Dr. STONE, que também é uma das coisas das quais mais me orgulho. A série é bem direta, então há partes que parecem ser resumidas. Na série, há momentos em que os locais subitamente mudam, ou tem uns saltos temporais. Mas apesar disso, no mangá, a história flui muito bem e é fácil de ler. Quando estamos fazendo o anime, estamos adicionando sons, como diálogo e música. Então eu queria ver o quão perto nós podemos chegar ao sentimento de quando se lê o mangá. Mas você não pode simplesmente adicionar essas coisas para fazer isso acontecer. Você tem que continuar se ajustando e descobrir onde se adiciona música ou diálogo. Isso acontece quando trabalham na elaboração dessas coisas. Acho que essa parte foi a que pensei que seria mais desafiadora ao adaptar o mangá para anime.


Então, vocês estão bem à frente na produção, certo?


Sim. Não, não mesmo. Comparado a outras séries… Comparado a outras? Estou tentando dar meu melhor para não comparar esta série a outras.


Onde vocês estão na produção?

Bom, terminaremos o episódio 3 essa semana. Mas já estamos na metade da produção da primeira parte do anime. Neste momento, três episódios estão basicamente terminados. E tem mais dois episódios em fase de animação


E quando o episódio 1 vai ao ar?


O primeiro episódio será exibido no Japão no dia 5 de julho. Então daqui duas semanas? Sim, isso. Então, no Japão, começará a ser exibido no dia 5 de julho. Mais ou menos, daqui a duas semanas, o episódio 1 vai ao ar.


Qual é a sensação de estar tão perto, finalmente?


Acabamos de completar o primeiro episódio. Passamos o último ano trabalhando nesse episódio 1, então quando estávamos finalmente prontos, posso dizer que senti uma grande sensação de realização. Mas agora que está feito, quero que todos assistam! 

Victorious Senku!


Via Agências/Crhunchyroll