Maior evento de Games da América Latina, a Brasil game Show enfrenta uma acusação grave por parte de um dos participantes do evento, que aconteceu durante os dias 9 e 13 de outubro, em São Paulo.

O cosplayer Michael Giordano Martins Pinheiros, de 34 anos, que fazia um cosplay de Coringa, disse que após duas horas no evento ele decidiu retocar a maquiagem no carro, que estava no estacionamento. Como seu ingresso era um QR Code, ele se certificou com dois seguranças que poderia retornar a feira sem problemas.

Michael Giordano Martins Pinheiros, de 34 anos, mostra marcas da agressão

No retorno, segundo ele, o cosplayer do Coringa passou novamente pela revista no Portão C, porém seu QR Code não permitiu o acesso ao evento, pois já tinha sido utilizado. Na tentativa de auxiliá-lo, uma funcionária chamou um organizador para relatar o ocorrido.

Dois dois homens, sem identificação e sem uniforme de seguranças, se aproximaram e falaram que Pinheiros não iria retornar ao evento. Em seguida, lhe deram um mata leão e o arrastaram até uma sala, usada como vestiário pelos agentes, relatou o cosplayer.

Segundo a vítima, o corredor que levava ao vestiário tinha cerca de seis metros de extensão e parecia um “corredor polonês”, pois durante todo o caminho foi agredido. Na sala, Pinheiros afirma ter sido torturado durante 40 minutos.

Os seguranças utilizaram vários métodos de tortura, segundo o denunciante: desferiram socos e chutes, queimaram cigarros em sua pele, jogaram bebida e ameaçaram de estupro a vítima. As agressões só foram interrompidas quando um terceiro segurança apareceu na sala.

A vítima contou que teve perfuração no pulmão, uma costela quebrada e nove trincadas. Além disso, foi liberado e escoltado até o seu carro pelos seguranças, apenas quando conseguiu ficar em pé.

Nenhuma descrição de foto disponível.

Pinheiros ficou internado no hospital do domingo, dia da agressão, até terça-feira (15). O boletim de ocorrência de lesão corporal e roubo de equipamentos de cosplay foi registrado no 74° DP (Parada de Taipas), nesta quarta-feira (16).

O QUE DIZ A VÍTIMA:

Vídeo sobre o que aconteceu comigo no dia 14 de outubro na Bgs

Posted by Michael Giordano on Tuesday, October 15, 2019

Segundo Michael Giordano Martins Pinheiros, a resposta da Brasil Game Show foi a seguinte:

A imagem pode conter: texto

O QUE DISSE A BRASIL GAME SHOW?

NOTA OFICIAL

Desde segunda-feira, quando a BGS foi procurada pela advogada Daniela Conti, representando o cosplayer Michael Giordano Martins Pereira, nos debruçamos sobre o caso para entender os fatos e, de maneira responsável, adotar medidas justas com todos os envolvidos.

Quem conhece a história da BGS sabe que nossa postura é de respeito e acolhimento, seja com as comunidades gamers, de cosplayers e de influenciadores, seja com nossos parceiros, fornecedores, prestadores de serviço etc. Não seria, portanto, num caso com a gravidade relatada, que tomaríamos alguma decisão precipitada ou leviana. Preferimos arcar com o ônus de uma resposta supostamente tardia a, apressadamente, apontar culpados.

E é em respeito ao público fã da BGS e a todos que nos acompanham nessas 12 edições, que agora informamos que a empresa de segurança terceirizada envolvida no caso teve o seu contrato suspenso até a completa apuração dos fatos e estamos buscando todas as provas para punir os culpados com todo o rigor da lei. Sabemos que isso não apaga ou sequer diminui os transtornos causados ao cosplayer Michael, e já estamos em contato com sua representante legal para auxiliar em tudo o que for necessário.

A BGS sempre vai buscar a paz pois é o ponto de encontro de crianças, jovens, adultos e famílias que têm nos games uma forma saudável de união e diversão. Não incentivamos, aprovamos ou endossamos nenhum tipo de agressão física ou moral. Independente das circunstâncias, comportamentos violentos são inaceitáveis e absolutamente incompatíveis com os valores da BGS.

Leia: www.brasilgameshow.com.br/nota-oficial/

Agências/R7/MichalGiordano