Chroma Squad

Por Jonnathan Fernandes

“Espero que as pessoas conheçam mais [os games indies]. Olhem mais para as desenvolvedoras independentes e não se satisfaçam somente com o que a gente tem da grande indústria. Nós da comunidade temos muitas ideias boas e inovadoras”

Além das gigantes empresas de games tradicionais do mundo dos games que estão dando às caras esse ano na Brasil Game Show 2016 (BGS), as produtoras indies nacionais também estão ganhando um grande destaque, especialmente se comparada com o ano passado. Desde 2014 a BGS tem contribuído muito com os desenvolvedores independentes. Esse ano, vejam, a Brasil Game Show mais que dobrou a participação das pequenas produtoras de games, fazendo com que cada vez mais estas fiquem próximas do público, apresentem melhor suas ideia e recebam o feedback.

Esse ano a feira também conta com o Indie Meeting. Esta é uma área com plateia onde cada expositor indie fará uma apresentação de seus projetos ao público. Nesse primeiro dia aberto ao público, confesso que vi bastante coisa interessante e falarei mais em breve. Dentre os 108 estandes, visitei alguns, que, confesso, me chamaram a atenção. O primeiro em especial foi o da Behold Studios. A produtora de Brasília conta com alguns games bastante interessantes que estão em exposição. Chroma Squad é bem conhecido, e agora chegará aos consoles de última geração e OS Vita no início do ano que vem, com a distribuição feita pela distribuidora será a Bandai Namco.

 O game, aliás, quase correu o risco de ter seu lançamento com complicações por conta dos direitos autorais da franquia Power Rangers. RPG tático por turnos com muito bom humor, Chroma Squad conta a história de uma equipe de atores amadores que decide começar o próprio estúdio de TV e filmar um tokusatsu de baixo orçamento.

Conversando com Hugo Vaz, um dos sócios da Behold, ele falou sobre a BGS desse ano e sobre o mercado de games indie. “Para mim, [a área indie] é a área de maior concentração intelectual. É uma área que o público pode tirar a dúvida com o desenvolvedor”, conta. A interação com o público, de jovens a mais velhos, é muito importante para o desenvolvedor e confirmar o direcionamento do game.

Embora haja essa grande interação, a parte de divulgação ainda é complicada para os desenvolvedores nacionais. Muitos ainda não sabem bem ainda como lidar com a comunicação, o que é compreensível pois o foco é muito voltado para o trabalho de campo e desenvolvimento dos games. A questão do gasto também é complicada. Os pequenos estúdios têm um alto custo para arcar na participação dos grandes eventos. Investidores anjos, especialmente que conheçam bem o mercado, são extremamente importantes nessas horas.

Hugo Vaz. Foto: Jonnathan Fernandes

Outra área interessante para os desenvolvedores indies crescerem é o mobile. Os games mobiles servem bem para que o grande público que não jogam nos consoles terem conhecimento desses novos produtores nacionais. “O mobile tem um acesso muito mais fácil, isso pode ser consequência pelo número de aplicativos que são lançados todos os dias. Fazer um game focado com criatividade pode ser muito interessante”, diz Vaz. “É uma porta bastante aberta e interessante para quem está começando também”

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