Foto: Divulgação/Nelson Jr./ ASICS/TSE

 O Tribunal Superior Eleitoral organizou um teste público em Brasília (DF) na última sexta-feira (1) para apresentar a segurança das urnas eletrônicas, mas uma das urnas foi hackeada. A ideia do teste era descobrir falhas no sistema de proteção dos equipamentos para as campanhas de 2018. Os resultados só devem ser divulgados no dia 12 de dezembro.

De acordo com José de Melo Cruz, coordenador de sistemas eleitorais do TSE, os técnicos que participaram do teste descobriram pelo menos uma vulnerabilidade. No teste, conseguiram acesso ao que o TSE chama de “RDV”, ou “registro digital do voto”. O RDV mostra registro de atividade da urna. Lá, é possível ver quais candidatos foram votado em cada máquina.

“Eles não tiveram acesso a dados do eleitor, tiveram acesso ao ‘log’, que é aquele sistema que vai monitorando a urna e escrevendo tudo que acontece na urna eletrônica, como a caixa preta de um avião, que vai registrando todos os dados do voo. E conseguiram acesso ao RDV, que é o registro digital do voto, mas não de alterar o RDV, mas sim de observá-lo”, disse José de Melo Cruz.

“Eles conseguiram essa penetração, mas não tiveram acesso à ordem de votação e todos os votos dados naquela urna. Não conseguiram identificar os votos de todos os presentes. É possível do último voto”, completou depois, quando questionado por jornalistas. Não conseguiram, porém, adulterar os dados, somente observá-los.

O Tribunal Superior Eleitoral, que é presidido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, revelou que a brecha surgiu em decorrência de uma recente atualização ao sistema operacional das urnas. A correção do erro já está sendo trabalhada.

Os testes sempre são feitos antes das eleições, como foi, por exemplo, antes das eleições municipais em 2016.

Agências/G1/OlharDigital

 


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