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É fato: Já vivemos a realidade da nova geração, mesmo que ainda não seja a todo vapor como nos velhos e saudosos consoles da fase anterior. Mas em meio a tantas novidades dos novos consoles, há uma série de contras que vem juntos. Antes, os problemas que víamos eram com os hardwares que tinham algo defeito – grave ou não – que dava o que falar na época de Xbox360 e Playstation 3. Hoje em dia nem tanto se fala disso, mas há outras coisas que aumentam a discussão da comunidade gamer, como as microtransações, excessos de DLCs, Hypes – assunto que tratarei em outra oportunidade –, taxa de quadros por segundo e resolução, por exemplo.

Porém, algo que vejo muito nessa geração de consoles, que, sinceramente, vem me incomodando um tempo, assim como boa parte da comunidade gamer, é o número de jogos remasterizados lançados para essa nova geração. Recentemente Capcom anunciou Residente Evil 5 e 6 ‘remasterizados’  para o Playstation 4, Xbox One e PC e levantou já uma certa discussão sobre essa remasterização.

Os remakes, por exemplo, em dado momento e dependendo do jogo, são interessantes – com exceção de Need for Speed Most Wanted do PS3 e Xbox360 –, pois trazem novos gráficos, dinâmicas e outras novidades. Mas na remasterização vemos uma ‘polida’ maior, um tapa no visual aqui e outro ali, mas, ao meu ver, deveria trazer uma espécie de sentimento saudosista do título em questão ou trazer uma nova experiência.

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Casos de GTA V, que trouxe muita novidade e novo modo em primeira pessoa, além de Halo: The Master Chief Collection, que teve um capricho incrível nos gráficos até do primeiro game de XBOX – falava-se há pouco tempo até em uma coleção remasterizada da série Gears of War, mas nada de concreto – e The Last of Us, são totalmente compreensíveis. Um ou outro que não me recordo de repente vale a pena, ainda mais quando estávamos no começo da vida de Playstation 4 e XBOX ONE e tínhamos poucos lançamentos, mas agora parece algo ‘tendência’ – espero que não.

Há quem defenda porque assim podemos jogar em 1080p a 60 FPS – me arrisco a dizer que há uns quatro ou cinco anos quase ninguém se importava com isso e que gera uma insuportável briguinha entre fanboys. Pior ainda é pagar o preço de um jogo lançamento em uma remasterização – não vou entrar na questão do preço brasileiro e americano de jogos –, mesmo que essa valha a pena. É impressionante ver como as empresas conseguem um bom dinheiro pouco tempo depois daquele mesmo jogo já ter sido lançado em um curto espaço de tempo.

Pode até ser uma estratégia interessante de venda das produtoras para alcançarem um público que não consumiu o jogo na geração passada, mesmo que apresente uma qualidade visual questionável e de não trazer tantas coisas novas como – não me batam nos comentários – Saints Row 4: Re-Elected, Sleeping Dogs HD, Diablo 3: Ultimate Evil Edition e Devil May Cry: Definitive Edition, por exemplo. São jogos requentados. Só. Não consigo ver uma justificativa para o lançamento.

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Casos de como GTA V, que trouxe muita novidade e novo modo em primeira pessoa

Há novas experiências e aquela sensação de nostalgia, como Resident Evil Remastered, que, aliás, é a remasterização do remake feito para o Game Cube. Será que a Capcom vai lançar também o Resident 2 e depois o 3 separadamente? Não sei, mas ela não anda muito bem financeiramente e, do jeito que vai essa geração, não me parece improvável… Se ao menos fossem lançados todos juntos os games da série, ok. Mas…

Não sou contra a remasterização, mas em excesso me parece exagero, principalmente se este não tiver sido tão relevante para a história atual dos games ou que não haja um apelo do público para se retrabalhar um game. E isso vem me incomodando bastante, principalmente sabendo do bom potencial que essa geração pode trazer.

Texto: Jonnathan Fernandes
Foto: Reprodução


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