A FCC (Comissão Federal de Comunicações) decidiu na última quinta-feira (14) acabar com a neutralidade da rede. O órgão dos Estados Unidos (que funciona como uma espécie de ANATEL) espera que os provedores de internet no país possam cobrar o uso da Internet por meio de pacotes. Grosso modo, é como pacotes de TV por assinatura. Cada tipo de conteúdo e serviço na internet poderá ser cobrado de forma diferente. E a sociedade americana reagiu mal.

Entre os membros da sociedade civil que reagiram à quebra de neutralidade da rede, os grandes portais pornôs também reagiram de forma negativa, publicado mensagens de protesto em suas redes sociais. Embora ainda haja muito o que discutir nos EUA, nenhum provedor norte-americano anunciou planos diferenciados para os sites adultos já considerando o fim da neutralidade. Veja algumas mensagens abaixo!

O gigante Pornhub escreveu: “Três homens ricos fo*** todos os americanos. Em breve no Pornhub”.

Já o RedTube publicou duas mensagens. Na primeira, eles dizem que “Agora que a neutralidade da rede foi repelida, nós voltaremos à boa e velha revista de nudez. Se você quiser se cadastrar, por favor nos mande seu cadastro via pombo correio. Nós deixaremos comida de pássaro na frente do nosso prédio para ter certeza que a carta chegue em segurança”.

E completou com uma pergunta: “Masturbação ainda é gratuita, certo?”.

O conteúdo pornô é um dos mais acessados no mundo. Os números não metem:  os usuários do Pornhub consumiram 3.110 petabytes de dados em 2016, o que dá a média de 99 GB por segundo e 6 TB por minuto. Quase 92 bilhões de vídeos foram assistidos no site naquele ano, que totalizou 23 bilhões de visitas.

O Xvideos é outro que se destaca no meio do entretenimento adulto na Internet. O site é o 5º site mais visto em todo mundo. Só fica atrás de gigantes como Google, Facebook, YouTube e Baidu.

Os grandes sites ponográficos temem que as provedoras de Internet norte-americanas possam cobrar por pacotes especiais que permitam o acesso a esse tipo de conteúdo com o fim da neutralidade da rede. Atualmente todos são gratuitos, embora contem com alguns conteúdos pagos.

Agências/UOL

 


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