Um estudo publicado na última semana apontou que jogar títulos de tiro em primeira pessoa em excesso pode causar danos cerebrais. O estudo é de autoria de Gregory West e Veronique Bohbot, da Université de Montréal e da McGill University. Ao longo de quatro anos de estudo, pessoas entre 18 e 30 anos de idade que não eram gamers tiveram suas atividades cerebrais estudadas e foram divididas em dois grupos: um usaria mais sua memória espacial para navegação por meio do hipocampo, uma região do cérebro que também lida com a consolidação de memória de curta duração em longa duração, enquanto o outro usaria mais seus núcleos caudados (que estão ligados à formação de hábitos).

O que se aponta de principal foi que 3/4 das pessoas que jogaram por mais de seis horas na semana experimentaram aumento de atividade no núcleo caudado ao mesmo tempo em que sofreram uma perda de matéria cinzenta do hipocampo, área importante para quem joga justamente os games FPS. Com o passar do tempo, correm o risco de diminuir sua capacidade de se lembrar de espaços. Isso porque elas tentem a decorar os mapas e transformar a exploração espacial em uma questão de hábito. E usar demais o núcleo caudado coloca o jogador em um ciclo de aprendizado automático. E não só isso. O professor West disse ao Geek.com que “pessoas com matéria cinzenta reduzida no hipocampo estão em maior risco de desenvolver estresse pós-traumático e depressão quando são mais novas e até doença de Alzheimer quando estão mais velhas”.

Em outro caso, pessoas jogaram somente jogos plataforma como os da série Mario. E essas pessoas não sofreram degradação do hipocampo, o que sugere que os distúrbios estejam ligados à perspectiva, e não ao jogo em si, mesmo jogando o mesmo tempo que o grupo que jogou os jogos de tiro em primeira pessoa. Além disso, após todos jogares ficarem mais expostos aos jogos plataforma, estes tiveram um aumento  do hipocampo.

Controvérsias à parte, é importante salientar que é um estudo dentre vários. Não significa ser a última palavra. Não significa que seja algo conclusivo e ponto. E vocês, o que acham? Comentem!

Agências/Geek.com

 


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