Hugh Hefner, icônico empresário do entretenimento e fundador de uma das maiores revistas do mundo, a Playboy, faleceu nesta quinta-feira (28) aos 91 anos de idade. A causa de sua morte foi natural, de acordo com a conta oficial da Playboy. O anúncio da morte de Hefner no Twitter foi acompanhado de uma frase do empresário: “A vida é muito curta para viver o sonho de outra pessoa”.

O empresário criou em 1953 a Playboy Enterprises, uma das mais importantes revistas masculinas de todos os tempos. Tempos depois ele ainda aumentou seu império com conteúdos eróticos para televisão e internet. Hefner foi responsável ainda por trazer inúmeros taboos para se discutir no meio do entretenimento, fazendo com que as pessoas falassem mais sobre sexo e relacionamentos.

O filho do empresário, Cooper Hefner, chefe de criação da Playboy Enterprises, falou em comunicado. “Ele definiu um estilo de vida. Meu pai viveu uma vida excepcional e impactante. Defendeu alguns dos movimentos sociais e culturais mais importantes do nosso tempo, na defesa da liberdade de expressão, dos direitos civis e da liberdade sexual”. Além de Cooper, Hugh Hefner deixa os filhos David e Marston, e a filha Christie.

Hugh Hefner com sua nova esposa, a coelhinha Crystal Harris, após o casamento celebrado na Mansão da Playboy. Foto: Elayne Lodge / PEI / Reuters

Hefner era casado com Crystal Harris, 60 anos mais nova que ele, desde 2010 com a modelo.

A Revista

Ousada num período de revolução sexual, a revista defendeu um estilo de vida hedonista, ideias politicamente liberais, costumes caros, muito humor e o sexo recreativo. Uma das grandes atrações da revista fica também com as entrevistas. A Playboy é referência no jornalismo imprenso no que diz respeito a entrevistas. Um dos grandes destaques que fez a revista decolar foi a presença da modelo e atriz Marilyn Monroe, o maior símbolo sexual da época.

‘Playboy’, revista lançada em 1953 com uma capa sexy de Marilyn Monroe

Playboy chegou a vender 5,6 milhões de exemplares em 1975 nos Estados Unidos. O cenário mudou quando a pornografia ficou mais acessível em tempos de internet, fazendo com que a revista tivesse problemas com suas vendas, fazendo, inclusive, a publicação experimentou evitar a nudez entre meados de 2016 até o início de 2017. Não deu certo. Playboy voltou à sua fórmula anterior. O empresário ainda escolhia as “coelhinhas” todos os meses na edição americana.

“Hefner tomou uma abordagem progressiva não só para sexualidade e humor, mas também para literatura, política e cultura”, disse o comunicado da Playboy Enterprises.

A Mansão

Comprada por Hefner por US$ 1 milhão em 1971, a propriedade, construída em 1927, conta com uma piscina com cavernas e cascatas simboliza os luxos Hollywood. Muitas lendas corriam a respeito das festinhas que aconteciam na propriedade, incluindo, por exemplo, Elvis Presley, que teria dormido com oito “coelhinhas” ao mesmo tempo na casa de 12 quartos.

A propriedade foi tema até de um game lançado para Playstation 2. Playboy: The Mansion colocava o jogador na pele de Hugh Hefner, tendo que criar o império, tratar com as coelhinhas e celebridades e até comandar a revista, podendo até criar áreas e modificar a  mansão do seu próprio gosto.

Em 2016 a Mansão Playboy foi vendida a um empresário americano, filho de um bilionário que comprou a marca de muffins Twinkie. Um acordo permitiu que Hefner continuasse morando na propriedade avaliada em US$ 200 milhões até sua morte.

Agências/G1/FolhadeSãoPaulo

 


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