Há 74 anos morria o gênio NiKola Tesla

Nikola Tesla é, sem dúvida, uma das personalidades mais geniais, excêntricas e incompreendidas de toda a história da humanidade. Suas contribuições para o avanço do mundo moderno vão desde o desenvolvimento do rádio até a robótica, a ciência computacional, a balística, a física nuclear e a física teórica.

Nascido em 1856 no antigo Império Austro-Húngaro – atual território da Sérvia –, iniciou sua carreira como engenheiro eletricista em uma companhia telefônica. Mais tarde, aceitou uma oferta para trabalhar com Thomas Edison em Nova York. Mas a parceria não durou muito e logo teve início a divergência entre os dois sobre as correntes contínua e alternada. Apesar de muitas descobertas frutíferas, a rivalidade fez Tesla recusar o Prêmio Nobel de Física que seria entregue juntamente a Edison em 1912.

Em fevereiro de 1882, Tesla descobriu o campo magnético rotativo, um princípio fundamental na física e na base de quase todos os dispositivos que usam corrente alternada. Ao todo, ele registrou mais de 700 patentes mundiais. Sua visão incluía a exploração de energia solar e do poder do mar. Ele previu até mesmo o surgimento dos smartphones:

“[Um dia] seremos capazes de nos comunicar uns com os outros instantaneamente, independentemente da distância. Não só isso, mas por meio da televisão e da telefonia vamos ver e ouvir uns aos outros tão perfeitamente como se estivéssemos frente a frente, apesar de intervirem distâncias de milhares de milhas; e os instrumentos através dos quais seremos capazes de o fazer serão incrivelmente simples em comparação com o nosso telefone atual. Um homem será capaz de transportar no bolso”.

Figurinha carimbada na imprensa do século passado, Tesla está entre as 100 pessoas mais famosas dos últimos mil anos, segundo a Life Magazine, que o descreveu como um dos grandes homens que criaram um divisor de águas na história humana. Em seu 75 º aniversário, em 1931, o inventor apareceu na capa da revista Time. Nesta ocasião, recebeu cartas de congratulações de mais de 70 pioneiros na ciência e na engenharia, incluindo Albert Einstein.

Infelizmente, essa vida marcante terminou de forma solitária, obscura e sem o devido reconhecimento. Cheio de manias, fobias e defendendo ideias controversas, acabou no ostracismo e visto como um cientista louco. Nunca se casou e nem se preocupou em juntar dinheiro. Dessa forma, aos 86 anos, morreu pobre no quarto de hotel em que vivia de favor.

Em sua homenagem, foi criado o “tesla”, uma unidade do Sistema Internacional que mede a densidade do fluxo magnético ou a indução magnética (geralmente conhecida como campo magnético “B”). A cratera Tesla no lado mais distante da Lua e o planeta menor 2244 Tesla foram também nomeados em sua honra, entre tantas outras coisas.

 

Agências/Via MCTIC 

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