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GTA V é um dos maiores sucessos de vendas da história dos games

Uma grande questão que sempre traz boas discussões no mundo dos games é a respeito das franquias anuais e se esses devem ou não ser lançadas todos os anos. Há quem diga que isso é um problema pois desgasta a imagens de grandes franquias. Um dos que têm esse ponto de vista é Strauss Zelnick, o atual CEO da Take-Two, empresa dona da Rockstar e 2K Games.

Segundo o executivo, fazer títulos de grande peso saírem anualmente é algo que rapidamente se demonstraria ser muito caro, além de poder levar à perda de qualidade. “Imagino, conceitualmente, que se pegássemos todas [as nossas séries] e fizéssemos um cronograma anualizado – deixando tudo mais de fora –, as contas diriam que nossa situação seria melhor”, disse Zelnick a um grupo de investidores, antes de dar o contraponto a seguir.

“Mas o que isso significaria? Que teríamos que dobrar nossos times de desenvolvimento, questionar nossa qualidade e correr o risco dos consumidores se cansarem dessas franquias. Uma das melhores coisas sobre a Take-Two é que nossas séries parecem ser permanentes. Elas são amadas e duradouras. Enquanto isso, nossos competidores queimam suas franquias, fazendo com que tenham que criar novas, o que é incrivelmente difícil”, pontua.

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Recentemente a Rockstar fez o anuncio de um dos games mais esperados de seu catálogo.

A concorrência não é párea 

O CEO ainda aproveitou a situação para lembrar que a companhia possui 11 séries dentro das quais um título individual conseguiu vender mais de 5 milhões de cópias. Tem muita empresa grande que não tem tanto volume de vendas em todas as suas franquias. “Isso nos coloca atrás de ninguém no mercado”, aponta.

A Take-Two ainda espera chegar ao ponto em que possua franquias o suficiente para lançar jogos delas todos anos ao mesmo tempo que dá espaço para que cada série “respire” entre os lançamentos. “Podemos ter um cronograma de novidades realmente poderoso sem queimar as IPs, e essa é a nossa meta”, relata.

Sobre a postura de compra de estúdios menores, a publisher não é contra a aquisições no mercado, desde que se tenha em mente que tal negócio venha gerar algo de relevante e que acrescente num todo.“Não acho que nossos competidores sequer saibam o que a palavra acrescentar significa”, conclui Strauss Zelnick.

Agências/TecMundo/GAMESPOT/EDDIE MAKUCH


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