Will Smith comprovou seu status de maior atração desta Comic Con Experience 2017 ao participar do painel (e pré-estreia) de filme “Bright”, que encerrou o evento neste domingo (10). Além do ator, estiveram no palco do auditório principal lotado do evento o ator Joel Edgerton (“Ao cair da noite”) e o diretor David Ayer (“Esquadrão Suicida”).

“Talvez eu tenha que comprar uma casa aqui”, disse Will, após puxar um coro de “Brasil” com beat box e depois da 4ª vez que a plateia gritava pelo seu nome. “Isso é maior do que San Diego”, afirmou Ayer, sobre a reação dos fãs brasileiros em comparação à Comic Con da cidade americana, a edição mais famosa do mundo.

 Foram necessários menos de 15 minutos falando sobre o filme para que o ator levasse os fãs novamente à loucura ao cantar a entrada da série que o levou à fama, “Um maluco no pedaço”. Em “Bright”, que estreia na Netflix no dia 22 de dezembro. Os dois atores vivem uma dupla de policiais em um mundo habitado por humanos, elfos, orcs e outras criaturas fantásticas, no qual as diferentes raças vivem em uma espécie de sociedade de castas.

“Achei uma maneira interessante para abordar racismo. E aprendi que, dessa forma, você pode falar coisas que não poderia normalmente não poderia”, explicou Will. “É uma mistura de um filme realista e sombrio sobre policiais, como ‘Dia de treinamento’, com ‘O Senhor dos Anéis’.”

“O filme fala sobre ser julgado pela sua aparência, não pela forma como você age. Isso foi muito importante para mim”, contou Joel. Na produção, ele interpreta o primeiro orc membro da polícia. Sua raça o trata como um traidor, e o resto da polícia o considera um risco. Will e Joel são parceiros no filme, mas a verdadeira dupla é formada pelo astro e pelo diretor. Os dois repetem a parceria criada em “Esquadrão Suicida” (2016).

“Tenho uma lista dos diretores que, se me ligarem, faço o que eles pedirem. Como Ang Lee (“As aventuras de Pi”), Christopher Nolan (“Dunkirk”), Michael Mann (“Inimigos públicos”). E David está nela”, falou Will.

Já com o outro ator, ele afirma que criou laços ao fazer pesquisas para o filme. A dupla acompanhou policiais de verdade durante rondas, para entender sua rotina.

“Teve uma vez em que encontramos alguns policiais e uns agentes do FBI. O clima estava tenso e todo mundo estava quieto. De repente, Joel começou a se chacoalhar e tentar acertar o ar. Todos estranharam, mas ele estava tentando acertar uma abelha”, contou Will.

“Ele é um cara tão legal que pelo menos esperou voltarmos até o carro para falar ‘O que é isso, cara? Você está fazendo a gente passar vergonha'”, riu Joel.

Agências/G1/Netflix


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