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Foto: Reprodução/Divulgação

Os cenários são futuristas. colônias planetárias, estações espaciais. As armas e equipamentos também estão muito além do que a nossa tecnologia atual permitira criar. São geradores de buraco negro, drones-granadas, rifles movidos à bateria. Mas mesmo se aproveitando de diversas fórmulas da receita sci-fi feijão com arroz, o multiplayer de Call of Duty: Infinite Warfare continua fiel à essência e se apoiando nos pilares de gameplay da franquia de shooters mais populares de todos os tempos.

Foi o que quase uma hora de testes com o game durante a CoD XP*, convenção de fãs da franquia que está rolando entre os dias 1 e 4 de setembro em Los Angeles, deixou bastante claro para mim: Infinite Warfare ainda é pé no peito e balaço na fuça em ritmo acelerado, leve, descontraído e viciante. Ainda é, mesmo beirando o sci-fi de gamescomo Titanfall e Overwatch, totalmente Call of Duty.

Foto: Divulgação/Reprodução

Se você jogou e gostou do multiplayer de Black Ops 3, vai se sentir em casa em Infinite Warfare. O novo game da Infinity Ward mantém o ritmo acelerado e de alta mobilidade de seu antecessor, e se aproveita o modelo de especialistas com habilidades especiais criados pela para apresentar novas mecânicas, sistemas de progressão e modos de jogo em Infinite Warfare.

Mobilidade é a palavra chave aqui. Infinite Warfare é frenético, acelerado e não abre espaço para os campers de plantão. Você ainda pode usar jatos de propulção, deslizar pelo chão e andar pelas paredes como em Black Ops 3, e diversas das habilidades especiais e perks do novo game também aumentam sua mobilidade. Ficar parado não é uma opção.

Os novos mapas estimulam esse ritmo sem freios do shooter. Experimentei jogos em uma base lunar pequena e circular em que o conflito não para por um segundo sequer. Em uma simulação da américa dos anos 20 baseada em um estação espacial que mais parecia um Halo dos jogos da Bungie, tive a mesma sensação que tinha ao jogar a boa e velha Nuketown — confrontos diretos e constantes em uma arena central com algumas poucas e boas opções para flanquear seus inimigos. Mesmo no maior dos mapas que testei, em uma estação orbitando o planeta netuno, não tinha tempo para recobrar meu fôlego: no modo dominação, estava constantemente correndo de um ponto para outro tentando evitar as investidas dos inimigos.

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Além das armas clássicas com chumbo e pólvora que conhecemos e amamos, Infinite Warfare também apresenta armas de energia direcionada. Essas armas consomem bateria, não balas, e essa bateria se recarrega ao longo do tempo, o que permite que você não precise ficar recarregando-as o tempo todo. Apesar do ideal futurista, todas essas novas armas tem peso, impacto, coice e recuo semelhante às armas dos nossos tempos atuais — um caminho totalmente diferente do tomado por Star Wars: Battlefront, por exemplo. Mesmo com armamentos mais avançados do que temos hoje, Call of Duty mantém-se enraizado no tiroteio de impacto que sempre foi referência na franquia.

Se o recheio permanece praticamente inalterado, a cobertura está completamente diferente. Novos equipamentos, como granadas que formarm um pequeno buraco negro que suga inimigos para fora de proteções e escudos de energias para a sua equipe revelam que estamos verdadeiramente em um futuro muito distante. Killstreaks com lasers orbitais, drones inteligentes e até mesmo um mecha gigantesco que lembra mais um Titan de Titanfall pontuam ainda mais as diferenças de ambientação entre Infinite Warfare e seus antecessores. Todas essas bugigangas, especialmente os killstreaks maispoderosos, podem alterar completamente o andamento das partidas.

Armaduras classudas

O multiplayer de Infinite Warfare tem seis classes de personagem chamadas Combat Rigs. É possível criar loadouts personalizados para cada uma desses rigs, e pode alternar entre elas durante o combate quantas vezes quiser. Cada uma dessas “classes”, assim como em Black Ops 3, possuí uma arma e uma habilidade especiais, e três perks exclusivos. Você escolhe entre a arma ou habilidade e um dos perks sempre que troca entre rigs.

Os Combat Rigs de Infinite Warfare são:

  • Warfighter — O generalista de alcance médio e boa mobilidade. O “soldado básico” do game. Sua arma especial se chama Claw, e atira uma quantidade absurda de balas em uma grande área, e todas elas riccheteiam pelo mapa.
  • FTL — Especializado em alta mobilidade e táticas de guerrilha, o FTL usa tecnologia experimental para avançar por trás das linhas inimigas e garantir mortes rapidamente. Sua arma especial é uma pistola que desintegra o inimigo, e ele também pode se teleportar pequenas distancias na direção em que está olhando com sua habilidade especial.
  • Striker — Especializado em suporte e defesa pontos, o Striker pode colocar uma mini-turreta bastante poderosa no campo de batalha para acabar com os adversários.

 

  • Merc — Com foco em defesa e fogo de supressão, o Merc é o tanque de Infinite Warfare. Seu especial é um escudo que ele pode usar para investir e matar qualquer inimigo que fique em seu caminho.
  • Phantom — O Phantom é um sniper especializado em reconhecimento e furtividade. Suas habilidades auxiliam o time a ver inimigos no mapa e permitem que ele fique invisível para pegar os adversários de surpresa.
  • Synaptic — Um soldado totalmente mecânico, o Synaptic é especialista em mobilidade e combates de curto alcance. Sua velocidade aumenta cada vez que ele mata um inimigo, e seu especial o transforma em um robô-cachorro assassino e ultra-rápido que mata qualquer inimigo desprevinido com apenas um golpe corpo-a-corpo.

As opções diversas de combinações entre loadouts, rigs e habilidades permitem uma variedade sem precedentes em um game da série Call of Duty. Mas preciso confessar que, quando o game for lançado, provalvelmente só vou jogar de Synaptic. O robozinho que vira cachorro é uma das coisas mais divertidas (e apelonas, mas isso ainda pode mudar) que já experimentei em qualquer Call of Duty.

Infinite em conteúdo

Tudo isso seria conteúdo o bastante para um shooter de uma franquia anualizada, mas Infinite Warfare vai além do essencial e nos fornece um novo sistema de progressão de armas que me fez pensar imediatamente em jogos como Destiny e The Division. Agora, além de evoluir suas armas durante os combates, vocêpoderá também fabricar suas próprias armas usando salvage, uma moeda detroca que você conquista conforme joga o multiplayer.

Essas armas fabricadas tem 4 níveis de raridade, que vão de comum à épico. Cada um desses níveis de raridade vêm com perks diferentes que podem alterar diversas funcionalidades da arma que você criou. Um rifle sniper bastante raro, por exemplo, simplesmente causa uma explosão nuclear caso você consiga fazer 25 abates sem morrer. Absurdo? Um pocuo, mas muito divertido.

Em termos de modos de jogo, a Infinite Ward irá oferecer todos os modos já apresentados em games da franquia, além de dois modos completamente novos. Em um deles, o objetivo é manter um drone no controle do seu timeo máximo de tempo possível para garantir pontos. O drone é uma bola que pode ser arremessada entre seus aliados e cai no chão caso você morra. Me diverti bastante nesse modo, sobretudo quando peguei o drone para mim e fui brincar de pega-pega com os inimigos (morri em 30 segundos).

Agências/Por Redação


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