Análise: Trials of the Blood Dragon

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Lançado durante a E3 2016, “Trials of the Blood Dragon” junta duas franquias da Ubisoft: a série de corridas com obstáculos “Trials” e o universo multicolorido e explosivo de “Blood Dragon”. O resultado, porém, fica abaixo do que os jogadores viram nas obras originais.

Desenvolvedora: RedLynx, Ubisoft Kiev                NOTA  6   Razoável

Lançamento: 13/06/2016

Distribuidora: Ubisoft

Suporte: 1 jogador

Gênero: Ação

Ao contrário de outros “Trials”, há uma narrativa em “Blood Dragon”: Você controla Slayter e Roxane, filhos do herói de “Far Cry 3: Blood Dragon”. Transformados em cyber-comandos Mark VI, a dupla de adolescentes se mete em várias aventuras durante a Quarta Guerra do Vietnã, lida com gangues nas ruas de Miami e explora tumbas cheias de perigos – tudo com aquela pegada dos filmes e séries de TV dos anos 1980 (e um pouco de “Hotline Miami”).

Slayter é o herói descerebrado, o Bart Simpsom da dupla. É com ele que você joga as missões sobre rodas, seja no controle da moto ou de veículos mais pesados. Os objetivos consistem em atravessar pistas cheias de obstáculos, rampas e loopings, além de ocasionais helicópteros inimigos, canhões e dragões ciborgues cuspidores de raios laser. Em algumas fases, além de controlar a moto e impedir que o garoto seja esmigalhado, você também atira nos inimigos.

Se Slayter é Bart, Roxane é Lisa Simpsom: Metade inteligente da dupla, a mocinha é uma hacker habilidosa e por isso é ela quem embarca nas missões a pé, se infiltrando em bases inimigas para atacar seus computadores. Infelizmente, essas missões não são grande coisa: Você usa o mínimo de furtividade para se aproximar dos soldados e em questão de segundos está eliminando todos com tiros nada precisos.

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Ao longo do game, você libera novas missões para a dupla, ganha figurinhas para completar um álbum de colecionáveis e vai desbloqueando também faixas musicais para tocar no aparelho de som instalado no quarto de Roxane e Slayter.

A interação com outros jogadores se dá pelo placar num canto do quarto. As conquistas e troféus do jogo são bem lineares, envolvendo terminar as fases da campanha, conseguir colocações no ranking e encontrar colecionáveis.

Não há um editor de fases, o que torna este jogo bem mais limitado do que outros “Trials”. Também falta uma opção de dificuldade mais elevada, tanto nas provas de moto quanto nas missões a pé. O game é mais fácil do que “Trials Fusion”, edição mais recente da franquia.

No fim, é um jogo mais curto e simples do que os títulos anteriores da série, ainda que a mecânica de controle dos veículos seja a mesma e os mapas sejam bonitos de se ver e a história seja divertida de acompanhar, principalmente pelas sequências de animação cheias de estilo. Quem sabe no futuro a Ubisoft reaproveiteRox e Slayter em um game mais elaborado?

Com legendas e menus em português, “Trials of the Blood Dragon” está disponível para PC, PlayStation 4 e Xbox One.

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