Por Jonnathan Fernandes

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Há muito tempo os jogos de tiro são os mais populares do mercado, me arrisco a dizer. Lembro desde o fantástico Counter-Strike – inclusive com sua volta triunfante mais recente com o Global Ofense -, lembro de Quake até os mais populares do momento, como Battlefield e Call of Duty. Cada vez em que um novo jogo de tiro é lançado sempre fico com um pé atrás, mas não foi o caso com Raibow Six: Siege. Falo isso principalmente pela qualidade que são entregues CoD e BF, que, quase todo ano, as produtoras trazer esses games com alta qualidade. Isso sem falar nos popularíssimos Destiny – surpresa agradável dessa geração – e Halo, que despensa comentários.

Fiquei bastante feliz com a volta de Rainbow Six a geração atual, principalmente por ser uma franquia que sempre foi bem no quesito tática. Além disso, o game tem outro ritmo a jogatina, diferente dos frenéticos CoDs e BFs. Assim, claro, fiquei me imaginando ter um excelente game a lá Counter-Strike, mas com gráficos excelentes. No game, temos uma belo ritmo, mais realista eu diria, nas partidas, fazendo com que o jogador pensa mais antes de sair atirando a esmo. Os personagens são de grupos de operações especiais ao redor do mundo em caça à terroristas.

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As táticas que vemos em Rainbow Six: Siege, tanto no ataque quanto na defesa, envolvem usar personagens únicos que o jogador pode comprar com créditos do game ou usando dinheiro de verdade. As características e habilidades destes me lembra muito alguns elementos que vemos em MOBAs. Gostei. Mas ainda sinto falta de um modo diferente no jogo, não somente o convencional apresentado. Senti ainda que faltava mais alguma coisa. O game não enjoa fácil, mas quem realmente gosta de tiro busca sempre outros modos de partida.

Outra coisa importante que o game me fez lembrar nos bons tempos de Lan House e afins é que se morrer, tchau. Só na próxima. Claro que vemos isso em modos de jogo de CoD, mas realmente o foco que Raibows Six deu foi nostálgico, claro. Aliás, é um game que é ideal para quem leva a sério a vitória. Tem que planejar bem cada ação para se chegar ao objetivo. Cada movimento é importante e deve ser friamente calculado, o que talvez fruste aquelas mãozinhas mais nervosas e sedentas por um KD alto como em outros shooters dessa geração. Não é o caso…

Para quem ainda precisa se acostumar com o clima do game, Rainbow Six: Siege traz um modo offline que ajuda o jogador a treinar sua mira enter de ir para a ação. Lembra bastante o modo contra os bots de Star Wars: Battlefront, só que menos interessante.

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Com cenários variados e personagens, o game ainda conta com expansões que melhoram a experiência, especialmente a ultima lançada, Skull Rain, que traz a Rainbow Six um mapa de uma favela do Rio de Janeiro e dois personagens do BOPE, Batalhão de Operações Policiais Especiais. Com isso, sem dúvida, o game ganha ainda maior visibilidade, especialmente no Brasil, que já conta com 200 mil jogadores no país. “Queremos trazer um público mais amplo de games para Rainbow Six Siege com a DLC. Sem o Skull Rain, já temos um alto engajamento no país, mas o objetivo é trazer mais conteúdo local, relevante e atrativo”, disse Bertrand Chaverot, Diretor da Ubisoft para a América Latina.

Game pode crescer ainda mais com o e-Sport

Com a sexta maior comunidade de e-sports no mundo todo, a Ubisoft espera que o Brasil suba nessa lista dos países que mais jogam no cenário competitivo. Bertrand falou sobre as expectativas: “Com o crescimento dos eSports e Skull Rain, esperamos subir no ranking pois já somos o segundo maior país em eSports, logo atrás dos Estados Unidos. Para nós, é ótimo que o cenário competitivo brasileiro floresça e o plano é ter um time nacional campeão do mundo. É o nosso sonho. Com ainda mais jogadores, no futuro poderemos desafiar os americanos e os europeus”.

Nem tudo são flores

Cada vez mais comum nos jogos de tiro, como no caso de Star Wars: Battlefront e Overwatch, infelizmente o game da Ubisoft não apresenta nenhum modo campanha, que ajuda muito para quem quer se familiarizar mais com a mecânica e gosta de boa história, principalmente se um game leva o nome de Tom Clancy – isso pode, claro, ser bom para muitos e ruim para outros, principalmente porque se paga caro em jogos que “não são completos”. Mas, ok, para mim é um ponto negativo, para outros, não.

Rainbow Six: Siege ainda precisa amadurecer para brigar com os grandes da geração atual, principalmente por não apresentar outros modos de jogo consagrados como um  Search and Destroy, um Conquest ou o mais popular Team Deathmatch. Ainda precisa-se inovar com mais modos de jogo, mais conteúdo. Só marketing – que, aliás, a Ubisoft é mestre nisso – não vai fazer com o game fique no topo.

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Como falado anteriormente, a ideia do game é ser o mais tático, preciso, ‘cirúrgico’ possível para vencer as partidas, especialmente contra jogadores de um nível mais avançado. Se você jogar o game sozinho, a experiência de ficar de fora de uma boa equipe é frustante e acaba enjoando, principalmente se você encontrar jogadores que não entendam a proposta do game.

E, claro, os gráficos. Sim. Infelizmente, como já é sabido já há algum tempo, a Ubisoft ainda vende um produto e entrega outro. Veja, o game é bom e tem bons gráficos, mas não são os que foram prometidos. Sabemos que a geração de consoles é limitada em relação aos PCs – fato -, mas aumentar tanta a expectativa dos jogadores com gráficos de tirar o chapéu para depois entregar um produto diferente ainda é um grande problema da empresa francesa. O vídeo abaixo mostra bem o que estou falando…

Vale a pena?

A volta de Rainbow Six é muito bem vinda nessa geração, principalmente pelo seu foco de jogo que foge dos tradicionais anuais. O game tem seu ritmo, boa jogabilidade e deve ainda amadurecer, principalmente com por fazer parte de eventos de e-Sports, algo que é tendência daqui para frente, mas deve se atentar a fatores importantes que foram deixados de lado. O game é excelente para se jogar em time e deve agradar quem busca uma proposta mais realista em jogos de tiro. A Ubisoft acerta em trabalhar uma franquia até então esquecida, mas erra ao continuar vendendo o que não entrega e esquecer de alguns pontos para abraçar mais gente no gênero de FPS.

Virgo Conteúdo


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comentários

  • Bruno Raphael

    Muito bom! Eu curti. (y)